sexta-feira, 30 de abril de 2010

Um jogo de amor

Ana Carolina ou Carol como era conhecida pelo seus amigos cursava o segundo ano do ensino médio e tinha cabelos loiros cacheados de um brilho que era capaz de cegar todos os rapazes do seu colégio , não havia duvida entre eles que ela era a menina mais bonita do colégio, alguns se arriscavam em dizer que era a menina mais bonita que já tinham visto na vida ! sua vida era muito monótona , até o dia em que na saída do colégio ela viu algo que marcaria sua vida e extinguiria a monotonia da sua existência para sempre. Ele era magro, estatura mediana , tinha os cabelos relaxadamente penteados com as mãos , vestia uma calça jeans e uma camisa de mangas compridas de cor preta que lhe caía apertada ao corpo definido . Ele atravessou a rua correndo e caminhou até sumir no horizonte enquanto Carol lhe seguia com os olhos. “ Ele não é tão bonito, é bonitinho, mas ele possui alguma coisa que mexeu comigo “ Pensou Carol . No dia seguinte , durante o Intervalo ela procurou pelo o que tinha visto no dia anterior e que a quase o tirou o sono de tanta ansiedade de vontade de ver novamente .Sua melhor amiga Mariana percebeu a inquietude de Carol , mas resolveu não falar nada . A aflição terminou quando Carol o viu de pé conversando com outros dois garotos do 3ª ano, seu coração logo acelerou , e desacelerou pouco depois. As duas amigas viraram de costas para os três rapazes , e Carol logo perguntou sobre o que vestia sobre oque vestia a blusa de frio preta. -Ele se mudou pra cá recentemente , deve ter uma semana mais ou menos . ninguém sabe ainda bem o porque. Os Garotos Dizem que ele enrola muito quando perguntam isso a ele e ele acaba nunca respondendo.
Derepente uma voz muito grave por trás delas as interrompe:
-Com licença .
As meninas se viraram rapidamente assustadas.
-vocês sabem me dizer que horas são ?
-oito e trinta e sete
-obrigado!
-espera !
Interrompe Carol a volta do novo aluno até o seu grupo de amigos.
-você é novo aqui não é ?
-sou. responde ele com um pequeno sorriso simpático.
-Sou o Chang,e você ?
-Carol.Responde ela franzindo a testa.
Chang sorri e começa a falar.
- Ao contrario do que você deve estar pensando , eu não tenho nenhum parentesco chinês. Quem escolheu meu nome foi meu irmão eu e ele adoramos a cultura oriental. Na verdade foi ele que me ensinou quase tudo o que eu sei sobre esse assunto. Chang significa livre . sabe o que significa Carol ?
-não.
-eu tambem não.
O sinal soou E todos foram para as salas , mas Carol ficou irrequieta , impaciente até a hora saída. Quando o sinal soou novamente Carol se despediu rapidamente de suas amigas e partiu em disparada para o pátio do colégio. Suas amigas se espantaram com a atitude, e o interesse de Carol pelo novo aluno, ela nunca foi de correr atras de menino nenhum, ja que todos corriam atras dela . Carol chegou ofegante ao Pátio procurando pelo Chang , mas logo percebeu que ele já havia ido embora.Carol foi para casa e teve outra noite coberta de ansiedade. No dia seguinte novamente no intervalo Carol e Mariana conversavam enquanto Carol Fitava continuamente o agora conhecido Chang.Fitava tanto que ele acabou percebendo e a olhou sorriu e acenou.As duas se viraram de costas como no dia anterior por alguns segundos, e novamente como no dia anterior a voz grave as surpreendeu.
-Ola!
-Nossa ! você é sempre tão silencioso assim ?
-sou como o vento , silencioso enão deixo rastros e nem raízes.
–hum! Não tem raízes ? duvido! Onde você nasceu ?
-nem eu me lembro mais.
–como assim não se lembra ? não esta escrito na sua identidade ? Na sua certidão de nascimento ?
-esta , mas eu prefiro ignorar .
nessa altura da conversa Mariana já tinha saído bem devagar de modo a não ser notada.
–Porque prefere ignorar ?
-É uma longa historia .
–Eu tenho tempo , por favor me conte.
–Acredite , você não iria gostar de ouvi-la.
–Como você pode saber ?
- eu sei !
logo em seguida o sinal bateu. Antes que Chang pudesse se despedir Carol pediu a Chang que a esperasse na saída porque ainda queria ouvir sobre a historia de o lugar de onde ele nasceu. Chang aceitou esperar mas disse que seria uma perda de tempo que ela tentasse descobrir alguma coisa sobre qualquer coisa do passado dele. Chang e Carol se encontraram na saída , e todos os dias depois daquele , na entrada e no intervalo também. No mês seguinte Chang e Carol já desfilavam pelo colégio como namorados, mesmo sem saber muitas coisas sobre o passado de Chang, Carol confiava nele. Muitos meses se passaram e Carol ainda não conhecia os pais de Chang , Chang já conhecia os dela. Os pais de Carol adoraram Chang principalmente a sua mãe .Depois de muito insistir Chang marcou um dia para Carol ir conhecer os seus pais.Os pais de Chang a receberam muito bem , eram muitos simpáticos , o Irmão mais velho de Chang era um pouco mais tímido mas também a tratou bem. Mas o que agoniava ainda mais Carol era que os pais de o irmão de Chang também na falavam muito sobre o lugar de onde eles vieram antes de morar naquela cidade e nem sobre a cidade natal de Chang e nada disso. Apesar de todo mistério envolvendo seu namorado e sua família Carol estava cada vez mais apaixonada por ele . O fim do ano letivo já estava chegando e Chang ficava cada vez mais carinhoso e apegado a Carol.Ela notou a diferença mas não se impressionou com isso. Em um determinado dia Chang Disse que queria que Carol, fosse a sua casa no dia seguinte ao dia de termino das aulas, Ele disse que eles ficariam a sós, Carol imediatamente hesitou , dizendo que não seria uma boa idéia. Mas Chang não se deu por vencido , e continuou a insistir nessa idéia por vários dias ao longo de dois meses. Depois de tanta insistência Carol acabou aceitando. No dia marcado Chang foi buscar Carol até na praça próxima a casa dele com eles haviam combinado.Chang e Carol caminharam até a casa dele de mãos dadas, Chang abriu a porta de casa , e a sala estava sem os sofás e por toda a casa haviam velas acesas e flores espalhadas .Carol ficou maravilhada, Chang a pegou no colo e a levou para dentro.
Carol começou a questionar:
- Oque é isso Chang ?
- Quero que hoje seja um dia especial par nos dois.
– Onde estão todos os moveis ?
- Não se preocupe com isso .
– E se seus pais chegarem ?
- Eles não vão chegar , acredite e confie em mim !
Carol resolveu confiar , Chang nunca lhe deu motivos para desconfiar dele , e todas as vezes em que ele pediu para ela confiar nele ela nunca se arrependeu. Chang a carregou no colo até o seu quarto , ele a colocou deitada em sua cama ele deitou a seu lado e começaram a se beijar, o beijo de Chang a fazia esquecer do mundo , era como se ela fosse transportada para outra dimensão , a sensação de relaxamento e de prazer que ela sentia quando o beijava ela nunca sentiu antes em toda sua vida .eles se beijaram e trocaram juras de amor no quarto de Chang que assim como a casa estava todo coberto de flores e ao som de uma coletânea de musicas românticas , o cheiro de flores era delicioso dizia Carol. Eles novamente começaram a se beijar só que dessa vez Chang começou a se despir tirando primeiro a camisa , Carol o interrompeu:
-Chang ! É melhor parar por aí mesmo .
–Carol , eu te amo , te amo mais do que qualquer coisa na minha vida . antes de você eu vivia apenas por viver eu não tinha uma razão de existir, mas você me deu uma razão para querer viver , você me deu uma razão para cuidar de mim mesmo, antes eu não me importava se alguma atitude imprudente podia me matar, e você mudou tudo isso.Nos já estamos juntos a quase um ano e quero tornar nossa relação mais intima , e acho que isso pode nos ligar para sempre , hoje nos ficaremos mais unidos do que nunca , hoje nos seremos quase uma só pessoa . Por favor Carol , confie em mim.
Carol mas uma vez confiou em Chang , e fizeram amor por todo o final de tarde até o anoitecer , Chang nas pausas de cada relação acariciava e beijava Carol , Chang era um poço de carinhos . Porem chegou um momento em que Carol adormeceu , e quando ela acordou ela já não viu mais Chang , ela o procurou curiosa por toda a casa sem desconfiar de nada , mas quando ela chegou até a sala ela viu colada na porta da sala uma folha de papel que nela estava escrito:

Carol

Você se lembra do dia em que nos nos conhecemos ? acredito que sim . lembra que eu lhe disse que o significado do meu nome era livre ? lembra -se que uns dias depois eu lhe disse que eu era como o vento e que não deixava rastros e não tinha raizes ? pois é Carol , é impossivel prender o vento ,você até pode prender uma parte dele mas não todo o vento. Chegou a minha hora , eu tenho que ir , deixei presa a você uma parte de mim , para que você nunca se esqueça de mim , agora cabe a você decidir se vai querer a quardar e ve -la crescer. ( as vezes o vento espalha sementes ). Te desejo uma boa vida e que você seja uma pessoa eternamente feliz , um grande beijo do seu ...

Chang.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Anjo sepulcral

Eu sou o anjo que repousara em cima do seu sepulcro.
Sou o anjo egoísta .
Sou o anjo depressivo .
Sou o anjo que ninguém aprecia .
Sou o anjo pecador .
Sou o anjo para o qual ninguém reza.
Sou o anjo que ninguém quer ver.
Sou o anjo que não enfeita as casas.
Sou o anjo que não protege as vidas
Eu sou o anjo do mal .
Eu sou o anjo sepulcral .

O espetáculo

Andei pelo meio da rua com passadas tristes e sem pressa alguma. Tirei a arma que esta presa a minha cintura.Coloquei o cano do revolver dentro da minha boca apontando para o meu palato.Com uma leve dor no peito , e com o coração acelerado , eu apertei o gatilho.A bala furou meu palato , atravessou meu cérebro e abriu minha caixa craniana.Eu cai no asfalto , uma poça de sangue se formou no chão misturado com meus miolos.As mães tampavam os olhos dos seu filhos pequenos , outras pessoas mais curiosas logo fizeram um circulo em volta do meu corpo .Mas todos adoraram e aplaudiram o espetáculo.

escáupulo

Tiraram meu escáupulo . Ele usou uma faca mal amolada , ele passavam a lamina cega em volta da pele da minha testa até atingir o osso , depois de muito sangue , gritos e dor agarrou meu cabelo e tirou o escáupulo com puxão forte . E como se não bastasse arrancou toda a pele do meu corpo . A minha pele apresentava muita resistência mas ele a puxava com força usando as duas mãos .

Coração

Fizeram um corte em forma de um quadrilátero no meu peitoral com um bisturi bem amolado. Serraram e quebraram meu esterno , de forma a deixar meu coração a mostra . Cravaram uma faca de cozinha no alto do meu coração arrastaram ela para baixo e a puxaram de volta , um deles colocou a mão entre as metades do meu coração segurou uma delas e puxou , arrancando literalmente um pedaço do meu coração com as mãos . Este pôs o pedaço na boca , mas deixando um pedaço para fora dela. Apertando firme o pedaço com os dentes ele ria incontrolavelmente.

Doença desconhecida

Eu não sei o que houve comigo mas ,eu tenho a impressão que estou nu dentro de um frigorífico .Eu não consigo andar, minhas pernas e meu braços doem tanto que parecem serem prensados por um torno.eu tento mas não consigo ao menos levantar o dedo. Torço os olhos para o lado direito e vejo o soro cair gota a gota sem nenhuma pressa. Dos meus olhos não param de sair uma secreção cremosa e levemente esverdeada, do meu nariz escorre uma secreção viscosa avermelhada, ancias de vômito vem e vão, me obrigando a ficar acordado. Minha barriga dói , logo depois da primeira dor de barriga percebi que não tinha força nem ao menos pra segurar minhas aguadas fezes. Questiono a Deus o que é , e porque sinto isso .

Espancamento

Me jogaram no chão , eu cai de lado e começaram a chutar minha cabeça , minha barriga e minhas costa. eu me encolhi o Maximo que pude levando minhas mãos a cabeça apenas por um puro instinto estúpido . Enquanto por um instante eu pensei na minha mãe , na minha esposa e no meu filho, acertaram um chute com a ponta do tênis no meu olho . Um deles usou a sola do pé par me deitar de barriga para cima e com aponta do sapato me chutar as costelas . Eu chorava como uma criança desesperada e pedia a Deus para me tirar daquele lugar.

Dissecado ainda vivo

Amarraram meus pés e braços em uma mesa cirúrgica, pegaram um bisturi bem amolado e começaram a me dissecar pelo meu antebraço, gritar não adiantava porque eles me amordaçaram eu me debatia tentando em vão me soltar das correias. Quando vi o bisturi se aproximando do meu braço eu arregalei os olhos e comecei a me debater mais ainda, mas as correias estavam muito apertadas, eles amarraram meus punhos, cotovelos, pés, joelhos cintura e peito. Preferiram não amarrar minha cabeça para que eu pudesse ver minha própria dissecação. Quando o bisturi encostou-se à minha pele e foi forçado para baixo e para traz, eu pude vê lo cortar minha carne ao meio, eu gritava e chorava como uma criança enquanto o sangue jorrava e sujava o jaleco branco do monstro que me dissecava. Alguém que eu preferi não olhar segurou e levantou meu pênis e o cortou vagarosamente com um segundo bisturi. Esse alguém passou a lamina do bisturi de uma vez de um lado até a metade do meu pênis e depois do outro, nesse momento ergui minha cintura e gritei mais ainda, esse local começou a expelir sangue como água em uma torneira aberta , desse momento em diante por causa da perda excessiva de sangue comecei a sentir uma fraqueza sem tamanho , só tinha forças para respirar,eu não desisti de lutar , eu simplesmente não tinha força para isso . A pessoa que cortava meu braço mudou abruptamente de idéia depois de fatiar a minha carne ao meio, ele pegou o bisturi e começou a usá-lo para abrir minha caixa torácica ao meio. Logo chegou uma outra pessoa com uma ferramenta especial para abri meu osso esterno ao meio . A pessoa que cortou meu pênis agora cortava carne que fica acima dos meu dedos e a rasgava para os lados usando seu dedos . depois disso tudo que me lembro foi da dor descomunal da serra partindo meu esterno ao meio.

Afogamento no mar

Eu esticava os braços para fora da água e os agitava , clamando a atenção de alguém .Eu agitava as pernas , para tentar fazer meu corpo subir para respirar nem que seja por um instante . Quando eu conseguia colocar a cabeça para fora da água eu gritava chorando por socorro com tanta força que eu sentia meus pulmões doerem.Quando eu via as ondas passando por cima da minha cabeça, minha aflição,aumentava.Minha cabeça doia , meu coração tambem.Eu inspirava pela boca , eu engolia água e sentia ânsia de vômito.Chegou um momento em que todas as dores começaram a diminuir, as pálpebras começaram a pesar e o meu corpo ficou mais leve, depois disso,perdi minha consciência em poucos segundos.Foi como seu estivesse com muito sono e tivesse acabado de deitar na minha cama.
Tiago Amaral Pimenta. Tecnologia do Blogger.

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